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“Eu já me machuquei demais, essa ponte fria é só uma casca pra esconder minha fragilidade, esse perfume forte é só pra abafar a doçura que é meu coração. Eu sou uma manteiga derretida, qualquer coisa me toca ou me arde. Tenho sede por vida, mas sempre estou disposta a perdoar e amar novamente. E é isso que me atrasa, moço! Nunca consigo jogar as coisas fora… Nunca parto pro novo. Gosto das essências que me segue e que me agrada. Sou feita de cores, flores, borboletas e estrelas.”
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“E a gente promete nunca mais telefonar para quem nos faz sofrer, mas acaba telefonando, e ele atende, e implica, e a gente some, e ele chama, e a gente volta, e briga, e ama, e sofre, e ama, e ama, e ama, e desama, e termina, e quando parece que cansamos, que não há mais espaço para um novo amor, outro aparece, outro parto, começa tudo de novo, aquele ata-e-desata, o coração da gente sendo puxado para fora.”